quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Poeta abre a janela

Preciso da poesia pra viver, e poetizar pra respirar. Entre o ar nessa cela. Abre a janela, poeta!
Que me dê fôlego, que o cheiro me suba às narinas. Coloca pra fora o meu coração, e me expõe a alma. Arde a chama em meu peito que me consome, que ateia, que haja lenha. Sopra na minha emoção, salva a paixão. Chega impetuosa ventania, derruba as árvores que me fazem sombra e são barreira pra luz. Ilumina.

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