Ele era um rapaz comum. Desses rapazes que só vivem pra ser feliz em seu senso de justiça. Ele tinha um ar de vida, uma explosão no olhar. Seus olhos sempre prendiam os meus... Mas eu não ligava. Ele saltitava no andar, empolgado. Como se a vida não pudesse esperar, como se o sonho estivesse logo alí. No fundo, sucateava a dor, quando saltitava, era sobre ela. Ele tinha um sorrisso encantadoramente sem graça, mas cheio de graça. Ele abraçava como se fosse proteger do mundo. No meio do abraço não havia mesmo outro mundo, mas ele não sabe, porque nunca se abraçou. Azar o dele. Mas se enrolava, se enrolava sozinho em si mesmo. Ele não decidia, mal sabia o que queria.
Ele era maluco, maluco dos bons, maluco do bem. Ainda era muleque, mas estava pronto pra vida. Ele não tinha noção do tempo, mas odiava a distância. Ele não se doava, era muito difícil, era muito leal. Ele não tinha medo, ele só tinha... Alguém.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
O jovem
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