Seria tão mais fácil se você me odiasse, se você me esquece, se você desistisse. Eu teria desprezo se você me maltratasse, não ia querer saber, não me importaria em te perder. Mas você perdoa, você insiste. Você me entende e você se esforça. Você torna tudo mais difícil.
sábado, 6 de dezembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
Por Yuri Rodrigo
O brilho nos teus olhos negros, revelam a chave da alma que preciso. Vasta alma que emana um amor incondicional, que prende e não solta, que puxa e não volta.
Os teus olhos negros que possuiem um fulgor majestoso, e envolvem o mundo real dos românticos numa única mirada.
Aqueles olhos negros me compelindo a sentir as suas dores, que me instigam a beber dos seus amores.
Aqueles olhos negros transgressores, bandidos, que me fazem roubar sua paixão, produzem um vampiro com sede de amar.
Olhos negros serenos, plácidos, que me exportam a imensidão, ao infinito incompreensível, imensurável.
Olhos negros teus.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Dispõe o sonho
Joga o corpo pra fora da cama, arrasta os cabelos pelo travesseiro. Nada faz acordar, nada faz nesses dias. Só levanta puxando o colchão pra ser mais confortável, não abre os olhos pra encarar a luz. Pensa se precisa acordar pra viver, se vale a manhã. Põe se a disposição de sonhar, balança de volta pro mesmo lugar de dormir. Cai no sono.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Põe pra fora
Vomitado sentimentos, pra não infeccionar. Pra sair antes que me estraguem por dentro, antes que se incorporem em mim. Pra me limpar, pra não me instalar, pra eu não precisar absorver. Pondo pra fora o que eu já engoli e não sei digerir.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Prontidão
Mas a vida é isso, um choro engasgado, um nó atado, um silêncio falado, palavras mal ditas, histórias contadas, coisas fora do lugar, o universo tentando se encaixar. E eu aqui, vivendo nisso.
Coisas que roubam
Dessas coisas que roubam meu tempo, pessoas que roubam minha juventude, eu quero me livrar. As palavras que roubam minha esperança e atitudes que levam minha confiança, eu quero deixar ir. Das cordas que me seguram, dos medos que me impedem, eu abro mão. E tudo do que eu quero me libertar, pode levar.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Tudo ou nada
Mas olha só, eu não sou de brincadeira e também não minto. Meu bem é bem enquanto for bom pra mim. Também não sei tratar com mal, eu só sei deixar de tratar. E que haja um final bem definido, um final definitivo que não tenha resquício de recomeço. Aqui é tudo ou nada.
sábado, 1 de novembro de 2014
O dia que fiz coisas que eu não queria fazer
É horrível se sentir na obrigação, submeter se a consciência do dever quando tudo que você quer é fugir e desistir. Mas sempre chega outro dia, um outro dia te recompensa com o que você mais queria. Que coisa passageira é a vontade, que confortante é o resultado do esforço. Para o trabalho existe o salário, para persistencia existe a conquista. Para o amor, há mais amor. Quando eu chego no limite, vem o amor e acaba comigo.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Lavada
Lava minha alma. Você acalma meu coração, você me trás esperança. Assim fácil, você me faz sorrir e tira o melhor de mim. Faz eu esquecer do mundo tornando tudo possível, me faz querer viver e largar a vida. Me dá o melhor de você expondo o melhor de mim. Me faz morrer de amor, lava meu coração.
Menina da rua
Luz tinha uma rua. A rua era só dela, ninguém passava ali, ninguém morava ali. Ela cuidava da estrada e floria a calçada, ela olhava o céu e a luz da Lua. Luz vivia na rua que ela criou, e buscava iluminar os cantos pra fazer brilhar cada esquina. Pra fazer brilhar.
Olha pra frente
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Faria uso
Eu poderia usar você. Usar você pra te amar, usar pra te fazer feliz. Eu usaria você de corpo e alma, pra me fazer sorrir. Eu brincaria com seu coração roubando ele pra mim, e faria de mim o seu refém. Eu usaria da sua boa vontade pra estar sempre comigo e te carregar pra todo canto. Te usaria pra testar a reação de um "eu te amo", pra encher seus olhos d'água, encher seu peito de saudade. Faria uso de tudo em você pra mim.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Poeta abre a janela
Preciso da poesia pra viver, e poetizar pra respirar. Entre o ar nessa cela. Abre a janela, poeta!
Que me dê fôlego, que o cheiro me suba às narinas. Coloca pra fora o meu coração, e me expõe a alma. Arde a chama em meu peito que me consome, que ateia, que haja lenha. Sopra na minha emoção, salva a paixão. Chega impetuosa ventania, derruba as árvores que me fazem sombra e são barreira pra luz. Ilumina.
O jovem
Ele era um rapaz comum. Desses rapazes que só vivem pra ser feliz em seu senso de justiça. Ele tinha um ar de vida, uma explosão no olhar. Seus olhos sempre prendiam os meus... Mas eu não ligava. Ele saltitava no andar, empolgado. Como se a vida não pudesse esperar, como se o sonho estivesse logo alí. No fundo, sucateava a dor, quando saltitava, era sobre ela. Ele tinha um sorrisso encantadoramente sem graça, mas cheio de graça. Ele abraçava como se fosse proteger do mundo. No meio do abraço não havia mesmo outro mundo, mas ele não sabe, porque nunca se abraçou. Azar o dele. Mas se enrolava, se enrolava sozinho em si mesmo. Ele não decidia, mal sabia o que queria.
Ele era maluco, maluco dos bons, maluco do bem. Ainda era muleque, mas estava pronto pra vida. Ele não tinha noção do tempo, mas odiava a distância. Ele não se doava, era muito difícil, era muito leal. Ele não tinha medo, ele só tinha... Alguém.
Siga
Dirija. Ainda que não haja direção certa, ainda que a estrada mal seja definida. Não pare, pedale. O tempo mostra o caminho, a vida dá condução. Percorra um trajeto, invente um meio. Só não saia sem um destino, tenha um foco. E não pare.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Por Yuri Rodrigo
Este menino, cria dentro dele campos, vastos campos que possuiem dois lados, um lado florido,bonito, onde a chuva sempre forma distintas cores no céu, quando combinadas ao sol, ao entardecer. A grama é verde, e boa para deitar-se, e ficar por horas em uma sombra boa de uma frondosa árvore. Os ventos sempre batem de forma suave, e sussuram de forma combinada ao momento. Do outro, pode se ver, um lado um pouco cinza, como se fosse idêntico ao outro lado, entretanto, os campos são áridos, sem flores, as árvores secas, sem folhas, e o sol sempre encoberto por nuvens, com um vento sempre forte e um clima tempestuoso.
Certa vez, ele me disse que por vezes, se ver naquele lado tempestuoso, e chora, chora por dentro, sente-se culpado pelo estado daquele campo, ele me disse que sente-se só, sente um vazio. Ele diz, que faz outros sorrirem para sorrir, procura o bem para criar o bem, e quando é agraciado com elogios não se sente a vontade, porque isso é incomum para ele.
Aquele lado, com um campo florido,já correu perigo de extinção e de ser cinza e sem vida, porém as palavras e abraços firmaram esse lugar.
Esse menino é inocente, por vezes, conversamos, e perdemos horas brincando e relembrando bons momentos, ele é um garoto excepcional para mim, bom de conversar sabe?
Confesso a você, que ele me surpreende com algumas atitudes, acho que ele faz para aparecer, ter sua existência reconhecida, mas se não fosae isso não o teria notado.
Isso me faz lembrar do dia que eu o conheci, estava cabisbaixo, sem.amigos e sozinho, estava dando fim a minha personalidade, a mim mesmo, e ai, nos esbarramos, ele assustado me perguntou
-Como você consegue vagar por esses campos cinzas? Pensei que apenas eu existia aqui.
E então eu respondi
- Moro aqui há anos, e só conseguir ver você agora.
Sabe, eu acho que ele sempre morou nos campos floridos, e veio até esse campo cinza para me resgatar.
A ponte
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Barulho e bagunça
Corri na minha frente pra chegar mais rápido. Pulei o muro na minha mente e criei caminho pro meu coração. Me perdi nas curvas da minha vontade, tropecei nas emoções pra chegar lá. Corri pra que eu não conseguisse me alcansar. Tudo isso pra no meio do caminho a minha consciência mandar eu esperar. Não me fez perder tempo, me fez ouvi-la. Que barulho, que bagunça. Tirei as pedras do caminho, refiz a trilha em reta. Cheguei mais rápido, sem cair no chão, na calma do silêncio.
Eu sorri
domingo, 31 de agosto de 2014
Enquanto tento
Quando passar
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Meu cheiro
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Aumenta vida.
Passa-tempo
domingo, 30 de março de 2014
Mais fácil
Eu vou chorar, mas não sei quando. Quero chorar, mas não sei como. Tenho que aprender a colocar pra fora isso que eu escondo no peito. Preciso por pra fora, mas não sei como. Eu choro, porque é mais fácil. As lágrimas sempre dizem o que eu preciso falar. É mais fácil eu chorar, não aprendi a me expressar. Eu não falo, só começo a chorar.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Asas que me levem
Coloquei o pé no chão procurando segurança, mas eu gosto de voar, viajar como criança. Eu não quero entender essa obsessão de ter onde cair quando o pouso der errado, e tiver que escolher pra onde corro, pra que lado. Não quero descer do céu, nem fazer nada forçado, eu só quero ser eu mesmo em qualquer ocasião, seja no ar ou no chão, onde seja confortável pra eu poder mudar o mundo, pra poder mudar meu rumo. Sem nenhuma confusão, sem nenhuma indecisão, seja no ar ou no chão, sem avião, sem balão. Só criando minhas asas que me levem pra voar, porque eu gosto do céu e é lá que eu quero estar. Tiro os pés da terra firme e começo a flutuar, vou levantando vôo e não sei se vou voltar.
Onde quase não neva
Um lugar onde
quase não neva, onde mal se vive, sobrevive.
Onde não dá pra entender o porquê, porque ninguém quer saber. Me disse que esse lugar é lindo, que esse lugar é alegre. Eu vi um lugar tão sujo, tão destroçado e explorado, tão vazio e sem juízo. Onde não tem justiça, lugar de gente mestiça. Um lugar misturado de cores, misturado e corrupto, que divide a tristeza e a esperança de um lugar de poucas dores. Onde tudo é extremo e não tem meio termo, um lugar onde se vive com medo.
Lugar que só neva no sul, e não chove no norte. Onde tudo se acumula como bola de neve, que rola e arrebenta quem não nasceu com sorte. Lugar desequilibrado, onde todo o eco é carbonizado, onde o eco da voz é abafado. Lugar que caminha pra lugar nenhum, nem pra onde neva, nem pra buraco sem fim.
Insiste em achar um verso triste
Porque você se perturba? Não é pior que ser viúva nos tempo em que a vida vale menos que um pão. Porque você chora? Todo dia tem Aurora que te trás a nova chance de correr pra ser feliz.
Porque você desiste? Não há nada assim tão triste que te faz querer morrer.
Porque você não arrisca? Mesmo sabendo que se escorregar na pista, você chega no final.
Porque você é impaciente? É melhor olhar pra frente, sair da própria confusão.
Porque você não tenta sorrir a toa? Entende que a vida é boa, é você quem faz assim.
Porque você ignora o pensamento? Ouça-o e fique atento pra tudo que ele te diz.
Porque você ignora o coração? Mesmo sendo um pouco burro, ele as vezes tem razão.
Porque você insiste em achar um verso triste que defina você, pra fazer outro entender o que você quer dizer?
Eu não sei falar de amor
Eu sinto tudo, entendo isso. Guardo as coisas mais bonitas, lembro de todo detalhe, guardo até as margaridas. Eu guardo cada palavra que extremesse o coração, as que trazem ilusão, as que trazem emoção. Eu só guardo, não repito, eu só dou o verdito e domino a solidão. Eu só não sei explicar o amor de verdade, ainda tenho pouca idade pra expressar minha paixão. Mas eu sei, consigo sentir na essencia toda essa decadencia que o amor me faz sentir. Também não sei mentir, pode parecer horror, mas não sei falar de amor.
O mesmo rio
Não é só um olhar, nem só um abraço. Não é mais um cheiro, nem um outro laço. Não são só paixões, nem outra vontade, nem outro desejo, nem outra verdade. Não é outro espaço ou outro vazio, nem cena, nem medo no meio do frio. Não tem cabimento, não é outra margem, é o mesmo lado do mesmo rio.
Se
Se toda toda vez você chorar, serão só lágrimas.
Se toda vez você pensar, serão só pensamentos.
Se toda vez você largar, serão só frustrações.
Se toda vez você falar, serão só palavras.
Se toda vez você quiser, será só vontade.
Se toda vez você olhar, serão só lembranças.
Se alguma vez você fizer... Será real, será verdade.