Era 10:43h da noite do dia 25, Natal. Eu estava irritada e itediada, dormi cedo. Já na madrugada do dia 26, acordei 2:00h, repentinamente, no meio de uma escuridão e silêncio profundos. Sosseguei na cama esperando o sono. Ele não cheguou. Rolei e enrrolei até às 3:00h, liguei a tv, vi um filme mas não conseguia dormir. Levantei, me olhei no espelho, senti fome. Comi tudo o que restou da ceia e voltei pra cama, sem sono. Assisti filmes até às 5:30h, quando notei uma baixa claridade pela janela do meu quarto. Desliguei a tv. Quis ver o Sol nascer. Peguei meu mp4 e pulei a janela para não precisar descer as escadas do quarto e ter que subir as escadas da sala além das do terraço. Subi as escadas do terraço até descobrir que o portão estava trancado. Resolvi, então descer as escadas da sala atrás das chaves. A porta da sala estava trancada. Subi novamente, pulei a janela, desci as escadas do quarto, peguei a chave. Subi as escadas da sala e logo depois, as do terraço. Coloquei meu mp4 no pé da escada. Demorei para descobrir qual chave respondia a qual cadeado. Voltei ao pé da escada para buscar meu mp4 e joguei ali as já inúteis chaves. Fui saltitante. Cheguei e vi o céu encoberto por nuvens, as quais tampavam o pouco que se podia ver do Sol. Recostei na parede ao som de Elephant Gun, atenta a cada movimento no céu.
As nuvens, degradadas, se afastavam lentamente para longe do Astro Rei. Via os pássaros pulando de um lado para o outro. Apoiei-me no murinho gelado e limpo pela chuva da noite anterior. Meu mp4 desligou, e voltou a tocar antes que eu me desesperasse. E lá estava o Sol encoberto, já, por poucas nuvens rosa-alaranjadas as quais deixavam escapar feixos de luz. E definitivamente, meu mp4 descarregou. Senti um vazio. Rapidamente preenchido por um silêncio natural que muito me agradava, acompanhado de um cheiro de manhã. Um som de nada. Um cheiro de nada. Tudo muito natural. Ansciava ver o Sol. Cansei de ficar de pé e me sentei em uma mesa velha de madeira deteriorada apoiada no murinho. Sentei. A mesa bamboleava. Fixei meu olhar na maior nuvem que havia avistado, e ali fiquei. Quando dei por mim ela não estava mais lá.
Num angulo diferente pude ver, por trás das folhas das árvores dos vizinhos, sair de dentro das nuvens coloridas, o Sol. Reluzente e grandioso, pude entender porque o sistema gira ao seu redor. Recostei a cabeça no murinho gelado ao som do nada, ao aroma do céu matinal e à luz solar. Olhei para o Sol que ofuscava minha visão com seu brilho e queimava meu rosto. Olhei prara trás, e, ao ver a sombra que o Sol havia feito de mim, sorri. Sorria ao ver minha sombra sorrindo. Senti minha sombra morrendo, então olhei para o céu e vi, mais uma vez, o Sol se esconder por trás das nuvens.
Um comentário:
Fantástico o texto.Não tem coisa melhor que ver o Sol nascer,é revigorante,alem de ser uma paisagem linda. Parabens,continue escrevendo, vc tem talento
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