quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Não sei lidar

Irrite-me, deixe me com raiva. Cause decepção, seja ausente, crie falsas expectativas. Minta, finja, me engane. Prometa e não cumpra, me ignore, me abadone. Com tudo isso sei lidar. Só não deixe saudades, não posso com ela.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Eu de mim

Tenha eu mais paciência pra esperar meu próprio tempo, me desejo serenidade até que as coisas mudem, até eu melhorar. Que eu não me mate nem desista de mim. Me espero forte, me desejo a frente, me aguardo guardada. Mando pra força pra eu prosseguir, está tudo dentro de mim. Sempre foi assim.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Mais difícil

Seria tão mais fácil se você me odiasse, se você me esquece, se você desistisse. Eu teria desprezo se você me maltratasse, não ia querer saber, não me importaria em te perder. Mas você perdoa, você insiste. Você me entende e você se esforça. Você torna tudo mais difícil.

domingo, 16 de novembro de 2014

Por Yuri Rodrigo

O brilho nos teus olhos negros, revelam a chave da alma que preciso. Vasta alma que emana um amor incondicional, que prende e não solta, que puxa e não volta.
Os teus olhos negros que possuiem um fulgor majestoso, e envolvem o mundo real dos românticos numa única mirada.
Aqueles olhos negros me compelindo a sentir as suas dores, que me instigam a beber dos seus amores.
Aqueles olhos negros transgressores, bandidos, que me fazem roubar sua paixão, produzem um vampiro com sede de amar.
Olhos negros serenos, plácidos, que me exportam a imensidão, ao infinito incompreensível, imensurável.
Olhos negros teus.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Dispõe o sonho

Joga o corpo pra fora da cama, arrasta os cabelos pelo travesseiro. Nada faz acordar, nada faz nesses dias. Só levanta puxando o colchão pra ser mais confortável, não abre os olhos pra encarar a luz. Pensa se precisa acordar pra viver, se vale a manhã. Põe se a disposição de sonhar, balança de volta pro mesmo lugar de dormir. Cai no sono.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Põe pra fora

Vomitado sentimentos, pra não infeccionar. Pra sair antes que me estraguem por dentro, antes que se incorporem em mim. Pra me limpar, pra não me instalar, pra eu não precisar absorver. Pondo pra fora o que eu já engoli e não sei digerir.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Prontidão

Mas a vida é isso, um choro engasgado, um nó atado, um silêncio falado, palavras mal ditas, histórias contadas, coisas fora do lugar, o universo tentando se encaixar. E eu aqui, vivendo nisso.