quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Onde quase não neva

Um lugar onde
quase não neva, onde mal se vive, sobrevive.
Onde não dá pra entender o porquê, porque ninguém quer saber. Me disse que esse lugar é lindo, que esse lugar é alegre. Eu vi um lugar tão sujo, tão destroçado e explorado, tão vazio e sem juízo. Onde não tem justiça, lugar de gente mestiça. Um lugar misturado de cores, misturado e corrupto, que divide a tristeza e a esperança de um lugar de poucas dores. Onde tudo é extremo e não tem meio termo, um lugar onde se vive com medo.
Lugar que só neva no sul, e não chove no norte. Onde tudo se acumula como bola de neve, que rola e arrebenta quem não nasceu com sorte. Lugar desequilibrado, onde todo o eco é carbonizado, onde o eco da voz é abafado. Lugar que caminha pra lugar nenhum, nem pra onde neva, nem pra buraco sem fim.

Insiste em achar um verso triste

Porque você se perturba? Não é pior que ser viúva nos tempo em que a vida vale menos que um pão. Porque você chora? Todo dia tem Aurora que te trás a nova chance de correr pra ser feliz.
Porque você desiste? Não há nada assim tão triste que te faz querer morrer.
Porque você não arrisca? Mesmo sabendo que se escorregar na pista, você chega no final.
Porque você é impaciente? É melhor olhar pra frente, sair da própria confusão.
Porque você não tenta sorrir a toa? Entende que a vida é boa, é você quem faz assim.
Porque você ignora o pensamento? Ouça-o e fique atento pra tudo que ele te diz.
Porque você ignora o coração? Mesmo sendo um pouco burro, ele as vezes tem razão.
Porque você insiste em achar um verso triste que defina você, pra fazer outro entender o que você quer dizer?

Eu não sei falar de amor

Eu sinto tudo, entendo isso. Guardo as coisas mais bonitas, lembro de todo detalhe, guardo até as margaridas. Eu guardo cada palavra que extremesse o coração, as que trazem ilusão, as que trazem emoção. Eu só guardo, não repito, eu só dou o verdito e domino a solidão. Eu só não sei explicar o amor de verdade, ainda tenho pouca idade pra expressar minha paixão. Mas eu sei, consigo sentir na essencia toda essa decadencia que o amor me faz sentir. Também não sei mentir, pode parecer horror, mas não sei falar de amor.

O mesmo rio

Não é só um olhar, nem só um abraço. Não é mais um cheiro, nem um outro laço. Não são só paixões, nem outra vontade, nem outro desejo, nem outra verdade. Não é outro espaço ou outro vazio, nem cena, nem medo no meio do frio. Não tem cabimento, não é outra margem, é o mesmo lado do mesmo rio.

Se

Se toda toda vez você chorar, serão só lágrimas.
Se toda vez você pensar, serão só pensamentos.
Se toda vez você largar, serão só frustrações.
Se toda vez você falar, serão só palavras.
Se toda vez você quiser, será só vontade.
Se toda vez você olhar, serão só lembranças.
Se alguma vez você fizer... Será real, será verdade.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Por Renata de Aquino Medeiros dos Santos.


Passamos um tempo de nossas vidas procurando nossa verdadeira identidade. Passamos um bom tempo segurando palavras que deveriam ser ditas, mas não dizemos pois não achamos que é o momento certo.
Mas principalmente, passamos um bom tempo escondendo nossas lágrimas. Eu já fiz muito isso.
Houve momentos em minha vida que eu não demonstrei o que sentia, por medo de perder uma pessoa. Mas como eu era uma “pedra”, essa pessoa acabou se afastando. Não acho uma vergonha demonstrar sentimentos, mas tem diferentes maneiras de fazer isso. Eu demonstro meus sentimentos escrevendo, afinal, não sou muito boa pra ter esse tipo de conversa; sou tímida nesse sentido. Eu gosto de escrever, sem ter que explicar o que eu sinto. Quando as pessoas leem, já conseguem entender. Tenho muitas mágoas guardadas comigo. Tenho amores não correspondidos. Tenho sonhos não realizados. Tenho traumas ainda não superados. Em segredo, tenho sentimentos por alguém. Eu choro por tudo isso. Choro porque me conheço, sei que parte dessas coisas é culpa é minha. Choro porque não consegui controlar meus sentimentos na hora certa. Choro porque amei incondicionalmente e não fui correspondida, fazendo assim o papel de idiota. Choro ao ouvir uma música que me faça lembrar alguém. Choro sim, pois não sou feita de pedra.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Do zero.

Então é isso, nenhuma verdade foi dita. Nada do que aconteceu, aconteceu. Nenhuma promessa vai se cumprir, nenhuma jura vai ser real. Eu não vou me frustrar, mas oque faço com todos aqueles sonhos? Jogo no lixo? Vou soltar no ar, como balões. Deixa que o vento dê uma direção à eles.