quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O mesmo rio

Não é só um olhar, nem só um abraço. Não é mais um cheiro, nem um outro laço. Não são só paixões, nem outra vontade, nem outro desejo, nem outra verdade. Não é outro espaço ou outro vazio, nem cena, nem medo no meio do frio. Não tem cabimento, não é outra margem, é o mesmo lado do mesmo rio.

Se

Se toda toda vez você chorar, serão só lágrimas.
Se toda vez você pensar, serão só pensamentos.
Se toda vez você largar, serão só frustrações.
Se toda vez você falar, serão só palavras.
Se toda vez você quiser, será só vontade.
Se toda vez você olhar, serão só lembranças.
Se alguma vez você fizer... Será real, será verdade.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Por Renata de Aquino Medeiros dos Santos.


Passamos um tempo de nossas vidas procurando nossa verdadeira identidade. Passamos um bom tempo segurando palavras que deveriam ser ditas, mas não dizemos pois não achamos que é o momento certo.
Mas principalmente, passamos um bom tempo escondendo nossas lágrimas. Eu já fiz muito isso.
Houve momentos em minha vida que eu não demonstrei o que sentia, por medo de perder uma pessoa. Mas como eu era uma “pedra”, essa pessoa acabou se afastando. Não acho uma vergonha demonstrar sentimentos, mas tem diferentes maneiras de fazer isso. Eu demonstro meus sentimentos escrevendo, afinal, não sou muito boa pra ter esse tipo de conversa; sou tímida nesse sentido. Eu gosto de escrever, sem ter que explicar o que eu sinto. Quando as pessoas leem, já conseguem entender. Tenho muitas mágoas guardadas comigo. Tenho amores não correspondidos. Tenho sonhos não realizados. Tenho traumas ainda não superados. Em segredo, tenho sentimentos por alguém. Eu choro por tudo isso. Choro porque me conheço, sei que parte dessas coisas é culpa é minha. Choro porque não consegui controlar meus sentimentos na hora certa. Choro porque amei incondicionalmente e não fui correspondida, fazendo assim o papel de idiota. Choro ao ouvir uma música que me faça lembrar alguém. Choro sim, pois não sou feita de pedra.



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Do zero.

Então é isso, nenhuma verdade foi dita. Nada do que aconteceu, aconteceu. Nenhuma promessa vai se cumprir, nenhuma jura vai ser real. Eu não vou me frustrar, mas oque faço com todos aqueles sonhos? Jogo no lixo? Vou soltar no ar, como balões. Deixa que o vento dê uma direção à eles.

Saudade e Adeus

Faz um favor? Sai da minha mente? E quando for, leve também os bons momentos, as boas lembranças. Leva o amor, e, por favor, não deixa ele voltar. Por que se ele voltar, eu volto.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bobagem minha

Às vezes me sinto sozinha, às vezes me sinto largado. Sinto como se ninguém olhasse para mim, mesmo sabendo que não é assim. Às vezes eu quero falar, mas não me sinto no direito. Às vezes eu quero expressar, mas acho um sentimento fútil. Às vezes eu acho que ninguém quer perder tempo com isso, acho que meu sentimento é bobeira, que não vale a pena. Eu só acho que existem coisas mais importantes que as minhas simples questões internas.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Covardia

Covardia é consequência do medo. Covardia é falta de fé em si, falta de fé em tudo.
Covardia leva à dúvida, que leva à indecisão, que faz perder tempo. Covardia apaga coragem, e leva a lugar nenhum.
Covardia é como um coração partido que grita por ajuda, mas não sabe aceitá-la. Que quer mudar, mas não sabe o que fazer. Covardia é esperar, sem esperança, que tudo se concerte sozinho. Covardia é um vazio.
A covardia é estática, sem rumo e sem nada.